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Do Caos ao Cosmos – Chave 4: Quando o Tempo Deixa de te Engolir e Vira Casa para a Alma

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Do Caos ao Cosmos – Chave 4: Quando o Tempo Deixa de te Engolir e Vira Casa para a Alma


Você já teve a sensação de que o tempo está te engolindo?
De olhar para o calendário, ver que já é dezembro e pensar: “Meu Deus, o ano passou por cima de mim”?

Pois é. Na nossa quinta live da jornada Do Caos ao Cosmos – Co-criando 2026, quando chegamos à Chave 4 – Sol, Lua e Estrelas, eu disse algo que quero retomar aqui, com calma, nesse texto:

Não é só sobre ter luz. É sobre ter ritmo.

Porque a vida não é feita só de “haja luz”. Ela também é feita de pausa, de noite, de espera, de ciclos. E se a gente não aprende a honrar isso, o tempo vira um monstro devorador – e não um espaço sagrado onde a alma pode morar.


Musculatura psíquica: desenvolvimento também exige tempo

Eu comecei a live perguntando se você estava fazendo os exercícios, se tinha conseguido colocar alguma coisa em prática. Não é cobrança. É lembrança: consciência é processo, não mágica.

Quando você vai à academia, o músculo não cresce no primeiro treino. Você estressa a fibra, descansa, volta, repete, e um dia percebe que está mais forte.
Com a psique é igual: existe uma espécie de musculatura psíquica que também precisa de treino, repetição, tempo. 

Só que tem um detalhe cruel:
No corpo, você  o músculo crescer. Na alma, não. E tudo que a gente não vê, a gente tem mais dificuldade de valorizar.

Mesmo assim, é assim que a coisa funciona:
um pouco de luz hoje, um pouco de exercício interno amanhã, mais um pouquinho depois. Esse webinar inteiro é um convite a isso: fortalecer a musculatura interna que vai sustentar o 2026 que você quer viver.


O Quarto Dia da Criação: quando nascem os ritmos

Na mística da Criação, o quarto dia é quando Deus cria Sol, Lua e Estrelas – não mais como enfeite do céu, mas como marcadores de tempos e ciclos:

“Sirvam eles de sinais para marcar estações, dias e anos.” 

Percebe a sutileza?
A luz já tinha sido criada lá no primeiro “Haja luz”. Aqui não é sobre claridade, é sobre calendário.

Sol, Lua e Estrelas aparecem como lembretes pendurados no céu dizendo:

  • Tem tempo de dia e tempo de noite.

  • Tempo de plantar, tempo de colher.

  • Tempo de aparecer, tempo de recolher.

E aí vem uma das frases mais importantes da Chave 4:

Dar ordem é um princípio sagrado de criação.

Sem ordem, a gente até cria alguma coisa, mas cria com muito mais esforço, peso, “apaga-incêndio”, correria. Com ordem, o mesmo conteúdo interno ganha forma com leveza e direção.


A casa, o closet e o caos: o lado B da desorganização

Uma forma dolorosamente honesta de medir nosso grau de ordem é olhar para os espaços externos. Eles são projetivos.

Na live eu contei a história de um closet da clínica, aquele quartinho escondido, onde eu tinha enfiado “os restos da mudança”. Um ano depois, o consultório estava lindo… mas o closet era um resumo perfeito do meu caos interno: muita coisa acontecendo, desafios emocionais, até adoecimento.

Só quando um amigo me perguntou o que havia atrás daquela porta e eu respondi, sem filtro: “o caos”, é que a ficha caiu. E pouco depois, aquele espaço começou a ser arrumado. 

A verdade é dura:

  • vida muito desorganizada gera criação capenga;

  • mesmo quando a pessoa tem resultados, tudo fica pesado, cansativo, dramático.

Ordem não é frescura. É condição espiritual para sustentação daquilo que você diz que quer criar.


Pausa: sem silêncio não existe ciclo

Outro ponto essencial da Chave 4 é entender que não existe ciclo sem pausa.

Música é música porque tem nota e tem silêncio.
Coração é coração porque pulsa e repousa.
Respiração é ciclo porque enche e esvazia os pulmões.

Na live fizemos um mini-exercício: respirar fundo, fechar os olhos (sem dormir, por favor 😄), sentir o corpo, o ar entrando e saindo, e lembrar:

“Eu sou cíclica. Eu sou cíclico.”

Respeitar ciclos também significa não patologizar qualquer tristeza, qualquer ansiedade.
Há dores que são de adoecimento e exigem, sim, avaliação e, às vezes, medicação.
Mas há dores que fazem parte do ciclo natural da vida e que pedem acolhimento, terapia, mudanças concretas – não apenas um remédio para silenciar o que está gritando por transformação. 

Do mesmo jeito, o corpo pede noite e dia:

  • À noite, hormônios mudam, melatonina entra em cena, a alma pede recolhimento.

  • De manhã, a vida chama pra abrir a janela, ver o sol, entrar em ação.

Quando eu insisto em trabalhar no modo “meio-dia” às 23h, e vivo no modo “lua minguante” às 9h da manhã, eu rompo com esse sagrado – e quem rompe com o sagrado, rompe com a fonte de energia criativa.


Cronos: o deus que devora filhos

Aqui entra a parte mitológica que tanto me encanta.

Os gregos deram um rosto para esse tempo frio do relógio: Cronos, um titã que devorava seus próprios filhos.
É muito forte a imagem, mas quantas vezes a gente diz:

“Tenho a sensação de que o tempo está me engolindo.”

É o arquétipo de Cronos atuando:

  • prazos implacáveis,

  • boletos com vencimento,

  • voo que você perde se não chegar na hora,

  • juros que correm sem dó.

Cronos não negocia. Ou você se alinha a ele, ou ele te engole. E em 2025, muita gente viveu assim:
apagando incêndio, correndo atrás das urgências, terminando o ano “só a capinha da gaita”. 

Esse é o tempo quantitativo: horas, dias, meses.
É importante, necessário, mas se ele governa sozinho, a vida vira opressão.


Kairós: o topete da oportunidade

Do outro lado, temos Kairós, chamado muitas vezes de “tempo divino” ou “tempo oportuno”.

Na mitologia, ele é descrito como um dos filhos mais novos de Zeus, representado como um jovem com:

  • um topete cabeludo na frente,

  • e a nuca careca.

Por quê?
Porque a oportunidade vem de frente, cabeluda: dá pra segurar.
Se você deixa passar, tenta agarrá-la por trás, não tem onde pegar.

É aquele convite que você quase recusa, o curso que parece não ter nada a ver (como o de caligrafia que um dia ajudou Steve Jobs a revolucionar as fontes nos computadores), o encontro que só aconteceu porque você decidiu ir a um lugar que quase desistiu de ir. 

Kairós é o tempo qualitativo:
o momento em que algo faz sentido, se encaixa, amadurece. É quando você sabe, por dentro: “era para ser agora”.

Essas lives, por exemplo, têm sido um tempo Kairós pra mim e para muitas das pessoas que estão comigo: eu mergulho, estudo, preparo, revisito dores e insights, e ao falar com você, também sou transformada. 


Quando Cronos engole Kairós

O problema é que, muitas vezes, estamos tão hipnotizados por Cronos que deixamos Kairós passar sem nem perceber.

  • Quantas oportunidades passaram na sua frente em 2025 e você nem viu?

  • Quantas você viu, mas disse “depois eu vejo isso” e elas passaram, carequinhas pela nuca?

Na clínica, por exemplo, nós temos o projeto Passos da Alma – encontros terapêuticos com mulheres, dança de salão, roda de conversa, arquétipo do mês, chá temático. Em cada edição, eu vejo claramente o “tempo Kairós” acontecendo: insights, curas, vínculos, mudanças.

E vejo também as mulheres que “não puderam” ir mês após mês, engolidas por Cronos. Não é culpa, é consciência: Cronos sempre vai arrumar um motivo para você não viver o que é sagrado pra sua alma


Doze meses, quatro grandes ciclos: dividindo o ano para não se perder

Na Chave 4, eu propus um exercício que também virou ferramenta:
olhar para 2026 não como um bloco amorfo, mas como quatro grandes ciclos:

  1. Janeiro a março – Plantio
    Tempo de começar, experimentar, semear.

  2. Abril a junho – Enraizamento
    Tempo de consolidar, ajustar, estruturar o que começou.

  3. Julho a setembro – Florescimento
    Tempo de aparecer, se mostrar, colher reconhecimento.

  4. Outubro a dezembro – Colheita e desapego
    Tempo de colher frutos, fechar ciclos, limpar o terreno para o próximo ano. 

Você pode fazer isso com o ano, com uma meta específica, com um relacionamento, com um projeto profissional.
Pode dividir seu tempo em ciclos e pode dividir questões em ciclos.

A pergunta-chave é:

“O que é plantar? O que é enraizar? O que é florescer? O que é colher e desapegar nessa área da minha vida?”

Quando você começa a pensar assim, deixa de viver em sobressaltos e começa a se mover em ritmos.


A sabedoria antiga da Lua (e da “lua fria”)

Os antigos sempre usaram as fases da lua para se orientar:

  • cortar cabelo,

  • plantar certas sementes,

  • iniciar processos.

Nós nos desconectamos disso, mas o corpo continua respondendo aos ciclos lunares, especialmente no feminino.

Na noite anterior à live, tivemos uma lua cheia de dezembro, chamada de “lua fria”, que foi também uma superlua. Para mim, isso foi um lembrete cósmico do que eu vinha dizendo:

Respeitar ciclos é atualizar Kairós na vida.

Ao nos reconectarmos a essas sabedorias (lunares, sazonais, internas), o ano deixa de ser uma linha reta que desemboca em exaustão e passa a ser um círculo vivo.


O Planner 2026 – Do Caos ao Cosmos: um calendário sagrado

Foi a partir de tudo isso que nasceu o Planner 2026 – Do Caos ao Cosmos.
Ele não é só um “organizador de tarefas”. É uma tentativa de colocar Cronos a serviço de Kairós.

Dividido em partes, cheio de exercícios terapêuticos e aulas que acompanham cada ferramenta, ele começa de um jeito que, pra mim, era inevitável:

Parte 1: Refletindo sobre 2025.

Antes de semear, é preciso arar a terra.
Antes de escrever metas, é preciso entender o que 2025 revelou:
onde Cronos te engoliu, onde Kairós te visitou, onde você respeitou ou ignorou seus ciclos. 

Depois, ele segue com:

  • espaços para desenhar seus ciclos,

  • páginas para metas de cada mês,

  • “Check-in da Alma” ao final de cada período,

  • acompanhamento de agenda (Cronos) embebido em perguntas sobre sentido (Kairós). 

Eu mesma fiz o meu de forma artesanal, imprimindo, furando, montando, justamente para lembrar que o tempo é artesanal: ele é tecido dia a dia, escolha a escolha.

Quando você se senta diante do planner, não está apenas “se organizando”.
Está dizendo:

“Eu entendo que o meu tempo é sagrado.
Eu quero alinhar o meu relógio com a minha alma.”


Para onde vamos a partir daqui?

Chave 4 nos deixa algumas perguntas que podem te acompanhar:

  • Como foi o meu 2025: ciclos ou sobressaltos?

  • Em que áreas Cronos tem me devorado?

  • Quais oportunidades Kairós me apresentou e eu abracei? Quais eu deixei passar?

  • Que ciclos eu quero instituir conscientemente em 2026?

E, como sintetizei na live, a frase-abracadabra que pode ir para a capa do seu caderno, planner, espelho do banheiro:

“Eu alinho meus sonhos aos ritmos do tempo.
Meu ano tem ciclos, não correria cega.”

Se 2025 te fez sentir que o tempo te engoliu, que 2026 seja o ano em que você se senta no centro do próprio calendário e diz, com amor e responsabilidade:

“O tempo não é meu inimigo.
Ele é o chão onde a minha alma aprende a dançar.”

E eu sigo aqui, dia após dia, chave após chave, te convidando a fazer desse próximo ano um cosmos habitável, não um caos que suga sua vida sem explicação.

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