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Por: Márcia Christovam
06 de Outubro de 2025
Há noites em que o céu parece falar em voz alta.
A Lua sobe redonda, inteira, e tudo o que estava oculto começa a se revelar,
não apenas nas marés, mas dentro de nós.
É como se uma antiga lembrança despertasse:
a de que também somos feitas de ciclos, de germinações e plenitudes,
de silêncios e de florescimento.
Carl Jung dizia que “a psique é um processo que se manifesta em imagens”,
e a Lua Cheia é uma dessas imagens vivas, que o inconsciente projeta no céu
para que possamos lembrar da força que nos habita.
Ela é o espelho luminoso onde vemos refletido o mistério do nosso próprio ser.
🌸O tempo do florescimento
Sob sua luz, uma energia desperta: a da Imperatriz,
aquela que transforma o invisível em forma,
a intuição em criação, o silêncio em beleza.
A Lua Cheia é o seu trono e também o seu espelho:
é nela que a Imperatriz se reconhece plena.
Durante o ciclo lunar, a Sacerdotisa guardou o segredo no ventre do silêncio,
gestou ideias, emoções, saberes.
Mas agora, quando a Lua se faz inteira,
é a Imperatriz quem assume o comando da sinfonia.
Ela não revela apenas o que foi sonhado,
ela dá corpo àquilo que foi sonhado.
É a força do feminino criador se manifestando.
A luz da Lua Cheia cai sobre o mundo,
e, como ela, a mulher também é chamada a se mostrar,
a fazer brotar o que estava maduro dentro de si.
🌕A luz que revela e fecunda
Clarissa Pinkola Estés escreve:
“Quando a mulher floresce, não é um ato de exibição,
mas de fidelidade à sua própria natureza.”
A Imperatriz compreende isso intuitivamente.
Ela floresce não para ser vista, mas porque a vida a atravessa.
É a vida quem a faz desabrochar, e o brilho que dela emana é apenas o reflexo dessa força.
Na Lua Cheia, essa mesma energia pulsa em cada mulher:
o desejo de se expressar, de criar, de dar forma ao invisível.
É um chamado antigo, um impulso que vem das águas da alma e se eleva como canto no corpo.
Por isso tantas vezes, durante a Lua Cheia, sentimos as emoções se intensificarem:
é o inconsciente subindo à superfície, pedindo espaço, pedindo expressão.
“Tornar-se consciente é o mesmo que se tornar iluminado”,
escreveu Jung.
“E o processo de iluminação é sempre acompanhado pela dor do nascimento.”
Assim é a Lua Cheia: luz que revela, mas também exige coragem.
Assim é a Imperatriz: beleza que se manifesta, mas pede responsabilidade pela criação.
🌿Caminho de retorno à alma
Quando a Lua Cheia e a Imperatriz se encontram,
algo dentro de nós é completado.
É como se o feminino sagrado dissesse:
“Você já ficou tempo suficiente na sombra.
Agora é tempo de devolver ao mundo o que germinou em silêncio.”
Esse encontro não é apenas um símbolo,
é um processo psíquico de individuação,
o instante em que o Self, o centro luminoso da psique,
se reflete plenamente na consciência, como o Sol refletido na Lua.
E nós, filhas da Terra e do Céu,
somos chamadas a encarnar essa luz com doçura e firmeza.
A Imperatriz dentro de cada mulher é a parte que cria sem culpa,
que nutre sem se apagar,
que reconhece o próprio valor sem precisar provar nada.
🌷Ritual de presença
Nesta semana de Lua Cheia, experimente olhar-se como olharia uma flor:
não com crítica, mas com reverência.
Pergunte-se:
Permita-se brilhar sem medo de ser intensa,
criar sem medo de ser julgada,
amar sem medo de ser profunda.
Porque a Lua Cheia não pede contenção,
ela pede entrega.
E a Imperatriz não pede desculpas,
ela apenas floresce e aparece.
✨Fechamento ritual
“A alma se torna aquilo que contempla.” (Jung)
Contemple, então, sua própria luz.
A Lua Cheia é o reflexo do seu poder criador.
Tudo o que foi gestado no silêncio agora pede para nascer.
🌸 É tempo de florescer, sem pedir permissão!
🕊️ Oráculo da Alma – Lua Cheia & A Imperatriz
Um convite à maturidade do feminino criador.
Um passeio pela floresta interior onde a luz e o mistério andam de mãos dadas,
e onde cada mulher aprende que o florescimento é, antes de tudo, um ato de amor. ❤️😍💕
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